Vestiaria - Capela de Santa Ana

IPA
Monumento

Nº IPA
PT031001150028

Designação
Capela de Santa Ana

Localização
Leiria, Alcobaça, Vestiaria

Acesso
R. Frei Fortunato (antiga rua de Baixo)

Enquadramento
Urbano; situa-se junto à estrada, adossada à Fábrica de Loiças de Raul da Bernarda

Descrição
Planta rectangular; massa simples disposta na horizontal; cobertura de telha a duas águas. Exterior. frontispício orientado a E., de pano único, terminando em empena triangular rematada por cruz trevada e ladeada por 2 pináculos; vestígios de modilhões sob a cornija; entre dois janelões gradeados de moldura saliente em arco abatido avulta o pórtico com frontão angular ornado nas extremidades com volutas e folhas de acanto; no tímpano destaca-se o painel de azulejos representando Santa Ana. Fachada N. cega, de cornija saliente. Fachada O. cega, adossada a uma fábrica. Fachada S. de cornija saliente, com porta recta. Interior: nave única iluminada por dois janelões, com pavimento lajeado, cobertura em tecto de ripas de madeira disposta em três planos. Como único elemento decorativo a representação de Santa Ana em painel de azulejos a azul e branco.

Utilização Inicial
Cultual e devocional: capela

Utilização Actual
Cultual e devocional: capela

Propriedade
Privada: pessoa singular

Época Construção
Séc. 19

Arquitecto Construtor Autor
Desconhecido

Cronologia
Não definido

Tipologia
Arquitectura religiosa oitocentista

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Estruturas de alvenaria e cantaria; coberturas em telha (exterior), madeira (interior); revestimento em reboco a cal; pavimento lajeado; azulejos

Bibliografia
Não definido

Documentação Gráfica
Não definido

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID

Documentação Administrativa
Não definido

Intervenção Realizada
Séc. 20 - Beneficiações gerais; reconstrução da cobertura interior; degraus de acesso ao interior do templo no lado S..

Observações
A capela encontra-se parcialmente subterrada, estando impedido o acesso ao templo pela porta principal, fazendo-se este lateralmente pelos degraus propositadamente construídos para o efeito








Alcobaça - Capela de Nossa Senhora do Desterro

IPA
Monumento

Nº IPA
PT031001010002

Designação
Capela de Nossa Senhora do Desterro

Localização
Leiria, Alcobaça, Alcobaça

Acesso
Jd. das Murtas, cerca do Mosteiro de Alcobaça

Protecção
MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910, ZEP, DG 190 de 16 Agosto 1957

Enquadramento
Urbano. Junto ao Mosteiro de Alcobaça, do seu lado S., no topo de uma pequena elevação de terreno, cercada por jazigos, na sua maior parte desocupados. Rodeia-a um adro com dois acessos: uma escadaria de um único lanço, a N., outra de vários lanços convergentes e divergentes, separados por patamares, do lado E.

Descrição

Planta longitudinal, composta pela justaposição de 2 rectângulos desiguais, a nave e a capela-mor. Exteriormente os 2 corpos estão marcados verticalmente por pilastras, com ábacos salientes, encimados por urnas com remates torsos. Cimalha corrida sob as coberturas diferenciadas de 2 águas. A fachada principal, voltada a NE., rasga-se por portal de vão rectangular ladeado por dupla colunata pseudo-salomónica, encimada por frontão interrompido por moldura quadrada, ao centro da qual se abre um óculo; remata a fachada um nicho ladeado por pilastras e aletas duplas, com frontão com cruz no vértice. Os alçados laterais são rasgados por 2 janelas rectangulares na nave, uma na capela-mor. No INTERIOR abóbadas a berço, sendo a da capela-mor decorada com pinturas murais; arco triunfal a pleno centro, assente em pilastras de ábacos salientes, arcos iguais rematando a ábside e o pano murário, em que se rasga o portal. Paredes revestidas a azulejos figurativos *, retábulo de talha dourada no altar-mor *. No nicho da fachada principal um grupo escultórico representando São José adormecido e o anjo que o aconselha a fugir para o Egipto. Pinturas muaris na abóbada da capela-mor: albarradas, guirlandas e volutas de folhagem rodeiam um medalhão central, octogonal, com a representação do sol, sobre fundo azul, e inscrição em latim. Retábulo em talha dourada no altar-mor em estilo nacional; as volutas da talha repetem-se em pintura a ouro nas pilastras e arco da ábside; altar barroco, em forma de urna, em mármore de duas cores. As paredes da nave e capela-mor estão revestidas a azulejo figurativo em azul cobalto sobre esmalte branco, com cenas da infância de Cristo, dentro de cercaduras ricas em motivos arquitectónicos, "putti", guirlandas, cartelas que, pelas suas características, se podem atribuir ao período da grande produção joanina, provavelmente à 3ª década do séc. 18.

Utilização Inicial
Cultural

Utilização Actual
Devoluto (aguarda obras)

Propriedade
Pública: Estatal

Afectação
IPPAR, DL 106F/92, de 01 Junho

Época Construção
Séc. 17 (último quartel) / 18

Arquitecto Construtor Autor
Desconhecido

Cronologia
1687 / 1690 - durante o triénio do Abade geral Frei Sebastião de Sottomayor, a capela é mandada construir pelo seu secretário Frei Pedro de Alencastre (segundo TAP, 1976, p.69); em finais do séc. 17, inícios do 18, por Frei João Paim (segundo Esteves Pereira, 1914, pp. 165/6 e "Guia de Portugal", vol. II), que, além de a dotar com rendas para o culto e conservação, mandou vir de Roma o corpo de Santa Constança, que nela ficou depositado.

Tipologia
Arquitectura religiosa, maneirista, barroca. A rigidez planimétrica é animada no exterior pelo barroquismo do portal e dos remates dos cunhais, no interior pela dinâmica do revestimento azulejar, da talha do altar-mor e da pintura da abóbada.

Características Particulares
Portal influenciado pela estrutura dos altares em talha.

Dados Técnicos
Estrutura autoportante

Materiais
Cantaria e alvenaria de pedra calcária; telha cerâmica, azulejos, madeira, vidro.

Bibliografia
PEREIRA, Esteves, RODRIGUES, Guilherme, Diccionário, vol. I, Lisboa, 1904; Inventário Artístico de Portugal, vol. V, Lisboa, 1955; PEREIRA, José Fernandes, Resistências e aceitação do espaço barroco: a arquitectura religiosa e civil, in, História da Arte, vol. 8, Lisboa, 1986; COCHERIL, Maur, Alcobaça - Abadia cisterciense de Portugal, Lisboa, s.d..

Documentação Gráfica
DGEMN: DSID

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID

Documentação Administrativa
DGEMN: DSID

Intervenção Realizada
DGEMN: 1972 - restauro da estrutura e da cobertura.












Pataias - Fornos de Cal

IPA
Conjunto

Nº IPA

PT031001100033

Localização
Leiria, Alcobaça, Pataias

Enquadramento
Rural, isolado, erguem-se no pinhal

Descrição
Conjunto de construções parcialmente enterradas de tijolo, de secção circular, bojuda, estreitando para a goela; abertura lateral em arco. À frente de cada forno ergue-se um alpendre constituído, na maioria, por 3 ou 4 colunas de pedras e argamassa a cada lado e 2, ao centro, ao centro, que sustêm uma cobertura de telha sobre estrutura de madeira, disposta a 2 águas. Alguns alpendres têm telhado de aba corrida


Utilização Inicial
Industrial. Engenhos de fabricação de cal

Utilização Actual
Marco histórico-cultural

Época Construção
Séc. 19

Cronologia
Séc. 19, finais - construção dos fornos; 1980 - estavam 25 fornos operacionais, fazendo em média 7 cozeduras por ano, cada um, consumindo em cada fornada de 60 a 100 carradas de mutano, conforme eram feitas no Verão ou no Inverno; 1990 - encontravam-se desactivados.

Tipologia

Fornos de secção circular, bojuda, estreitando para a abertura superior, parcialmente enterrados.

Dados Técnicos
Estruturas autónomas (fornos) e autoportantes (alpendres)

Materiais
Tijolo, alvenaria, telha

Bibliografia
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. 11, Editorial Enciclopédia Lda., Lisboa, s.d.; Conhecer Portugal, Abril S.A. Cultural, Ed. de Victor Civita, 1982; Alcobaça. Subsídios para uma Monografia, Professoras da Educação Básica de Adultos, 1984.

Documentação Gráfica
CMA

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID

Observações
A riqueza geológica (maciços calcários) e a abundância de material lenhoso na região, favoreceu o aparecimento dos fornos de fabrico de cal. Os fornos tiveram influência no desvio da rota da linha do Oeste (Pataias-Gare) que garantia a drenagem da produção para quase todo o País. Tinham no interior uma grade onde se queimava o combustível, as pedras eram dispostas formando uma abóbada sobre a grelha, por ordem decrescente de tamanhos. A boca do forno era tapada, deixando algumas aberturas para regular a tiragem dos gases. A operação dava-se por terminada quandoas pedras da camada superior estavam cozidas.